Actividade com Celestia para o Magalhães
Submetido por EscolasLivres a Quarta, 06/03/2009 - 14:28.Uma pequena nota para anunciar que a Associação Ensino Livre iniciou uma série de contribuições para a Comunidade Caixa Mágica envolvida no projecto Magalhães. A primeira das actividades, com o Celestia, pode ser encontrada neste endereço.
II Jornadas de Software Aberto para Sistemas de Informação Geográfica
Submetido por EscolasLivres a Quarta, 06/03/2009 - 14:05.Transcrevemos abaixo anúncio público de um encontro na Universidade de Évora, a decorrer nos dias 3 e 4 de Novembro de 2009, sobre Software Aberto para Sistemas de Informação Geográfica, que abrangerá, também, o sector Educação. Alguns dos temas a abordar passarão por: PostgreSQL/Postgis, QGis/Grass, GNU/Linux, gvSIG, Mapserver, OpenLayers.
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"O II SASIG tenciona apresentar casos de estudo de implementação de Sistemas Abertos para SIG na Administração Pública, nas Organizações, na Educação, na Investigação, e diversas soluções Abertas e de Interoperabilidade entre sistemas SIG. Pretende-se ainda potenciar a formação nas diversas tecnologias e programas SIG, baseados em Open Source, existentes. Como objectivo último, reforçar a participação e a comunidade portuguesa de utilizadores de Software Open Source para SIG em Portugal, promovendo o convívio em actividades de cariz cultural e uma reunião com os interessados em formalizar a Associação OSGEO_PT, numa primeira assembleia. O formato destas segundas Jornadas irá seguir o das Jornadas anteriores, com um espaço de dia e meio dedicado à apresentação teórica dos casos de estudo e especificidades relacionadas com a tecnologia SIG Open Source, e outro tanto dedicado à formação em formato de Workshops (básicos e avançados).
Temos o prazer de anunciar que as inscrições no II SASIG estão abertas, com pré-inscrição (desconto de 20%) até 15 de Setembro de 2009.
Convidamos ainda a todos os interessados a apresentar uma comunicação oral ou poster, a fazê-lo segundo o regulamento descrito em http://evora.sigaberto.org (menu "Envio de trabalhos"), até ao dia 31 de Julho de 2009.
Para mais informações consulte o website do evento: http://evora.sigaberto.org
Semana do Software Livre - Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto
Submetido por EscolasLivres a Sexta, 05/15/2009 - 11:12.De 1 de Junho a 5 de Junho decorrerá no ISCAP (Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto), uma semana totalmente dedicada ao software livre.
Indicamos abaixo o programa da semana. Para mais detalhes ou para se inscrever poderá consultar a página do evento.
Programa da SemanaSEGUNDA-FEIRA, dia 1 de Junho de 2009
- Workshop - Construção de inquéritos electrónicos com o Limesurvey; 14h30/16h30 Sala 207; Gratuito
- Painel - A utilização de plataformas web de software livre no trabalho colaborativo; 14h30/16h00 Sala Actos; Gratuito
- Sessão de Ubuntu; 16h30/17h30 Anfit. 3; Gratuito
QUARTA-FEIRA, dia 3 de Junho de 2009
- Workshop - Iniciação ao Joomla; 14h30/17h30 Lab. 1; Gratuito
- Workshop - Construção de um e-portfolio com a EduSpaces; 14h30/16h30 Sala 207; Gratuito
QUINTA-FEIRA, dia 4 de Junho de 2009
- 2ºs Encontros de Software Livre - Informáticas Alternativas: Soluções de Apoio ao Negócio; 10h00/16h00 Auditório; Estudantes: 10 €; Púb. Geral: 15 €
SEXTA-FEIRA, dia 5 de Junho de 2009
- Oficinas de Tradução 2009: Localização de Software Livre, novos desafios globais; Estudantes: 40 €; Púb. Geral: 60 €
- Palestra Software Livre e a Gestão Documental; 11h30/12h30 Anfit. 3; Gratuito
[Ensino Superior] Software para desenho de estruturas químicas
Submetido por EscolasLivres a Terça, 05/05/2009 - 21:06.Destacamos neste artigo três programas livres para desenho de estruturas químicas: são eles, o BKChem, o GChemPaint - Chemical Structures Editor, e ainda o JChemPaint.
Em química e áreas afins é necessário muitas vezes desenhar simbolicamente estruturas químicas, simples ou complexas. Por exemplo, com a finalidade de ilustrar um dado trabalho académico ou científico. Existem editores 2D ou 3D. Os três programas que indicamos são editores 2D.
O BKChem permite exportar os desenhos para formatos úteis como ODF, PNG, PDF, SVG. A lista completa de funcionalidades pode ser encontrada aqui. Captura de ecrã:
O JChemPaint, por sua vez, é escrito em Java, como tal tem a particularidade de que o editor pode ser integrado numa página web. A lista de funcionalidades encontra-se aqui. Também tem a possibilidade de exportação para formato Postscript (rapidamente convertível para PDF) e SVG. Captura de ecrã:
A página do gChemPaint refere-nos para a página do Gnome Chemistry Utils. Como a página não contém muitas informações sobre o programa, o melhor é mesmo explorá-lo e descobrir as suas funcionalidades. Captura de ecrã:
O BKChem (Python) e o JChemPaint (Java) são multiplataforma, isto é, podem ser usados em Windows, Linux, Mac OS, e possivelmente noutros sistemas operativos. O GChemPaint destina-se ao ambiente gráfico Gnome, associado a ambientes Linux/Unix.
Nos repositórios Debian/Ubuntu encontra o BKChem e o GChemPaint, pelo que a sua instalação nestas distribuições de Linux é muito fácil. Poderá procurar os programas por exemplo no Synaptic. Relativamente ao JChemPaint, terá de possuir um ambiente Java para executar o programa, que é distribuído como ficheiro .jar (Java executável). Os ficheiros necessários para o colocar a funcionar como applet web são distribuídos dentro de um ficheiro .zip.
SAPO Summerbits 2009 - discussão de ideias
Submetido por EscolasLivres a Segunda, 05/04/2009 - 20:49.A 2ª Edição do programa nacional de bolsas de apoio ao desenvolvimento de software livre, SAPO Summerbits, está neste momento a ser preparada.
A organização do SAPO Summerbits, na qual se inclui a Associação Ensino Livre, está aberta a sugestões de melhoria do programa.
Tem uma ideia, expectativas ou desejos sobre o que deveria ser o SAPO Summerbits 2009? Participe na discussão a decorrer no blog do projecto. Estamos especialmente interessados em ouvir sugestões de temas a desenvolver pelos diferentes bolseiros, temas esses que tenham grande impacto sobre um grande número de utilizadores e que simultaneamente propiciem projectos duradouros.
Palestra “Tu e a Internet”
Submetido por EscolasLivres a Sexta, 04/24/2009 - 22:31.A Associação Ensino Livre vem por este meio anunciar uma sessão de palestras dedicada à consciencialização dos jovens portugueses para o mundo da Internet. O mundo do software livre também será abordado, embora de forma breve. Transcrevemos abaixo comunicado de imprensa da iniciativa.
O rápido crescimento das novas tecnologias e da Internet mudou claramente o mundo que conhecemos. Esta mudança teve um grande impacto nomeadamente na vida dos jovens portugueses. O estudo desenvolvido no âmbito do projecto “Tu e a Internet” permitiu apurar alguns destes dados, nomeadamente através da análise do inquérito realizado online aos jovens dos 12 aos 23 anos, nos primeiros dois meses de 2009 e que conta com cerca de 4 mil respostas validadas. Os resultados do inquérito serão divulgados oficialmente durante a conferência “EU Kids Online” a decorrer no dia 11 de Junho na New Academic Building, London School of Economics and Political Science, em Londres. O objectivo principal do inquérito era o de perceber que conhecimentos têm os jovens sobre a rede e quais as suas atitudes quando estão online, qual a sua noção de privacidade e quais as suas vulnerabilidades.
É, pois, neste contexto que o Departamento de Ciências de Computadores da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e o Center for Research in Advanced Computing Systems (CRACS) vão organizar uma palestra de sensibilização para os perigos da Internet e promoção de uma utilização saudável das novas tecnologias no dia 8 de Maio pelas 15h no anfiteatro do departamento. Estarão presentes cerca de 200 jovens com idades entre os 12 e os 19 anos de várias escolas do grande Porto, sendo que a entrada é livre a todos os que queiram assitir à palestra. Esta será uma palestra interactiva e dinâmica com uma abordagem muito ao nível dos jovens, nunca antes vista em Portugal. O highlight será o lançamento oficial do portal “Tu e a Internet”. Gostaríamos de contar com a vossa presença.
Consulte o programa das sessões em formato PDF.
Mais novidades em: http://tueainternet.hi5.com ou http://www.youtube.com/user/TueaInternet ou http://twitter.com/tueainternet ou http://tueainternet.pt.vu
Jmol - visualizador 3D de estruturas químicas
Submetido por EscolasLivres a Terça, 04/14/2009 - 09:37.
Jmol |
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O Jmol é um visualizador 3D de estruturas químicas. De acordo com o artigo "Biomolecules in the Computer: Jmol to the Rescue" publicado no períodico "Biochemistry and Molecular Biology Education", o Jmol pode servir para investigação básica de estruturas biomoleculares e para a implementação de actividades de nível médio ou avançado para alunos. O Jmol pode ser usado no desenvolvimento de páginas web educativas compatíveis com qualquer navegador ou sistema operativo, através de applets JAVA. As suas funcionalidades de visualização são completamente adequadas para biomoléculas, de pequena ou grande dimensão. sendo também aplicável em campos como a cristalografia, ciência dos materiais, química orgânica e inorgânica. Notas: para executar o Jmol fora do navegador web deverá ter um ambiente JAVA instalado, abrindo o ficheiro Jmol.jar; a segunda captura de ecrã foi retirada desta página, onde poderá outros exemplos. Discuta aqui. |
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| Plataformas suportadas: | Sítio web da aplicação: | |||
| Windows | Mac | Linux | Unix | jmol.sourceforge.net/ |
[Ensino Superior] - R Commander, uma alternativa ao SPSS
Submetido por EscolasLivres a Quinta, 04/09/2009 - 14:58.De entre o software útil no ensino de estatística o ambiente R é de longe um dos mais usados em todo o mundo (ver também esta listagem).
Contudo, especialmente em cursos introdutórios de estatística para alunos não familiarizados com ambientes de computação, é por vezes difícil num curto espaço de tempo habituá-los a uma linha de comandos, o modo de funcionamento habitual do R, e a inteirar-se da sintaxe de muitas das suas funções disponíveis. O objectivo do docente será o de perder o menor tempo possível com tecnicidades e muito mais com os conceitos estatísticos e sua aplicação.
Neste sentido, um ambiente gráfico com menus para aceder às funções poderá atenuar as dificuldades de entrada no mundo do R. O R Commander é uma das extensões à distribuição base do R que lhe adiciona uma interface gráfica (existem outras extensões! Consulte por exemplo a entrada da Wikipédia). Para ler mais sobre a origem do R Commander e as suas funcionalidades, veja este artigo no "Journal of Statistical Software" ou a página oficial.
Se já tem o R instalado, para instalar o R Commander (em qualquer plataforma), digite o comando:
install.packages("Rcmdr", dependencies=TRUE)
Para iniciar o R Commander, digite:
library(Rcmdr)
Ao utilizar os menus para realizar diversas acções verá que aparecem numa janela os comandos que teria de digitar sem recurso ao ambiente gráfico, o que ajuda bastante na aprendizagem da linguagem.
Para terminar este breve artigo, de referir que existem vários plugins para o R Commander que lhe extendem as funcionalidades. Visite a página: http://cran.at.r-project.org/web/packages/ e faça uma pesquisa por Rcmdr!
[Ensino Superior] gretl - Software de estatística especializado em econometria
Submetido por EscolasLivres a Quinta, 04/09/2009 - 12:49.
gretl |
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O gretl é um software de análise estatística livre dirigido principalmente à econometria. O nome é um acrónimo de "Gnu Regression, Econometrics, Time-series Library" (regressão Gnu, econometria e séries temporais). É possível interagir com o gretl através de um sistema de menus ou linha de comandos. Os gráficos são gerados a partir do software gnuplot. Os modelos podem ser exportados para LaTeX. Os formatos suportados abrangem CSV, Excel, Gnumeric, ODS, SPSS .sav, Stata .dta, entre outros. O gretl inclui uma grande variedade de estimadores e métodos de análise de séries temporais. Para saber mais sobre a utilização do gretl em ensino, veja o artigo "Teaching undergraduate econometrics with GRETL" no "Journal of Applied Econometrics". Estão disponíveis outros artigos sobre o gretl neste periódico (1,2) e ainda uma análise data de Março de 2008 no Journal of Statistical Software. Discuta aqui. |
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| Plataformas suportadas: | Sítio web da aplicação: | |||
| Windows | Mac | Linux | http://gretl.sourceforge.net/ | |
Material dos workshops software livre @ ISEP disponível por tempo limitado
Submetido por EscolasLivres a Quarta, 03/18/2009 - 10:39.Para quem não teve disponibilidade de estar presente no evento sobre software livre organizado pelo ISEP, ou para quem esteve presente mas não tirou todas as notas que pretendia, informamos de que as apresentações estão disponíveis no endereço http://www4.dei.isep.ipp.pt/etc/workshop-oss/ por tempo muito limitado.
Workshop: Uso de Software Livre e Aberto (com uma vertente científica) - ISEP
Submetido por EscolasLivres a Quarta, 03/11/2009 - 21:15.Transcrevemos abaixo anúncio de workshop aberto ao público a decorrer no Instituto Superior de Engenharia do Porto.
Workshop: O uso de software livre e aberto
Data: 14:30-17:45, 13 de Março, Sexta Feira, Auditório E
14:30-14:40
J. A. Tenreiro Machado
Conselho Científico, Instituto Superior de Engenharia do Porto
Abertura dos trabalhos
14:40-14:50
José B. Oliveira
Conselho Directivo, Instituto Superior de Engenharia do Porto
Software livre na perspectiva da gestão executiva
14:50-15:00
Pedro F. Assis
Dep. Eng. Electrotécnica, Instituto Superior de Engenharia do Porto
Linux: Distribuições e Interfaces Homem-Máquina
15:00-15:15
Tito Vieira
Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
UBUNTU Edição FEUP
15:15-15:35
Rui Costa Martins
Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Universidade do Minho
BioInformática Open Source: Do Genoma à Biologia de Sistemas Industrial:
i) repositórios open-source e distribuições vocacionadas para a
bioinformática;
ii) bioconductor;
iii) ferramentas de processamento de sinais biológicos;
iv) ferramentas próprias (OpenPAT/OpenMicrobio).
15:35-15:45
Angelo Martins
Dep. Eng. Informática, Instituto Superior de Engenharia do Porto
Utilização integrada do OpenOffice em ambiente empresarial, em
comparação com o MS Office
15:45-15:55
Carla Pinto
Dep. Matemática, Instituto Superior de Engenharia do Porto
Utilização de R (software de Estatística).
15:55-16:05
Fernando Aristides Castro
Dep. Eng. Mecânica, Instituto Superior de Engenharia do Porto
Software de Visualização (OpenDx, Paraview, Visit)
16:05-16:15
Paulo Ferreira
Dep. Eng. Informática, Instituto Superior de Engenharia do Porto
Ferramentas de backup, Software para gestão de bibliografias (Zotero,
JabRef, Bibdesk), uso de Live CDs/Pens USB
16:15-16:25
Pedro Manuel Barbosa Guedes
Dep. Matemática, Instituto Superior de Engenharia do Porto
MAXIMA: Álgebra computacional no ensino da matemática
16:25-16:40
António C. Costa
Dep. Eng. Informática, Instituto Superior de Engenharia do Porto
GIMP (editar, retocar, reduzir imagens, etc), Audacity (editar
ficheiros de som, fazer karaokes, etc), MPlayer (reprodução de vídeo),
Grip e afins (converter CDs para MP3)
16:40-16:50
Maria Isabel Martins
Dep. Eng. Electrotécnica, Instituto Superior de Engenharia do Porto
Sun Virtual Box, Jing
16:50-17:00
Carlos Rodrigues
Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
Utilização das bibliotecas Numerical Python e Matplotlib para a
representação gráfica dos resultados
17:00-17:15
Raul de Medina Prata Pinheiro
Dep. Eng. Informática, Instituto Superior de Engenharia do Porto
Octave
17:15-17:25
Filipe Azevedo, J. Tenreiro Machado
Dep. Eng. Electrotécnica, Instituto Superior de Engenharia do Porto
Sage
17:25-17:45
António C. Costa
Conselho Científico, Instituto Superior de Engenharia do Porto
Discussão e encerramento dos trabalhos
Entrevista com Técnico de Informática da Escola Secundária Padre António Martins de Oliveira de Lagoa
Submetido por EscolasLivres a Quarta, 03/04/2009 - 08:53.Bom dia caríssimo Nuno, técnico de informática na Escola Secundária Padre António Martins de Oliveira. Sabemos que a escola iniciou recentemente a migração de todos os seus sistemas para software livre, correcto?
Quero, desde já, salientar que fui transferido para a ESPAMOL (Escola Secundária Padre António Martins de Oliveira de Lagoa) em meados de Agosto de 2008, sendo que os novos projectos que desenvolvi, a partir desta data, foram todos implementados com software livre. Sendo que os sistemas já existentes com software proprietário ainda não foram sujeitos a migração. Contudo, no futuro próximo, o objectivo é fazer a migração da maior parte dos sistemas já existentes com software proprietário para software livre.
Os novos projectos por mim implementados com software livre são:
- Inventário – permite inventariar todo o parque informático da escola de forma automática
- Cópias de segurança – serviço inexistente anteriormente e que permite a salvaguarda da informação
- Página da Internet (www.espamol.pt)
- Sistema Proxy – permite a monitorização e a gestão dos conteúdos de acesso à Internet
- Sistema de imagens – permite a instalação e configuração, num período curto de tempo (poucos minutos), de um computador com todo o software necessário para o seu funcionamento
- Sistema de criação de documentos em formato PDF
- Sistema de controlo de impressões na rede de alunos – permite identificar qual o utilizador da impressão, o nome do documento impresso, a hora da impressão, o número de páginas e de cópias impressas, a impressora e o computador onde foi gerada a impressão e a respectiva cor da impressão
- Página de Intranet – permite o acesso aos serviços supracitados tendo em conta o utilizador. Por exemplo, o Conselho Executivo tem acesso a todos os serviços enquanto os alunos têm acesso a conteúdos limitados. Esta página permitiu ainda a redução de custos a nível do papel utilizado, dado que muitas da solicitações anteriormente efectuadas em papel são agora feitas online
- Servidor UT (Unreal Tournament) baseado em software livre (http://openut.sourceforge.net/) – permite que, no dia livre, os alunos possam realizar uma lan party
Consegue-nos fazer um retrato do parque informático antes da migração e dar-nos uma ideia das suas principais fraquezas... estamos curiosos em particular com dois aspectos, segurança e custos de licenciamento com software, anualmente... ? De que forma a implementação de software livre veio resolver essas fraquezas?
Como respondi anteriormente ainda não procedemos à migração do sistema informático para software livre (o que prevemos fazer num futuro próximo), mas procedeu-se à implementação dos novos projectos já em software livre. As vantagens desta implementação foram:
- Na área da segurança, as vantagens prendem-se com a instalação e a configuração desde que o software tenha sido devidamente implementado
- Por sua vez, na área dos custos, esta implementação teve um custo zero, uma vez que não é requerido licenciamento para software livre. Inclusive, é de salientar que foi utilizado um computador já existente para a implementação dos referidos projectos, dispensando assim a compra de novo hardware.
Quando é que iniciaram a migração e quanto tempo demorou a implementar? Está completa ou ainda têm projectos a desenvolver? Se sim, quais e com que objectivos?
A implementação dos novos projectos com software livre começou quando fui transferido para a ESPAMOL em meados de Agosto de 2008 e terminou em finais de Janeiro. A migração de alguns serviços já existentes está prevista para Agosto do corrente ano, assim como a implementação de outros novos projectos que têm como objectivo uma melhor gestão dos recursos existentes, nomeadamente a rede Wireless e o tráfego da Internet. Um dos novos projectos a implementar a médio prazo é a criação de uma imagem com os projectos já desenvolvidos e a sua disponibilização na Internet, possibilitando assim que qualquer estabelecimento de ensino interessado nestes projectos a possam implementar.
Segundo sabemos, instalaram software livre a nível de sistemas operativos e de aplicações de produtividade. A adaptação de professores e alunos foi fácil ou existiram muitas resistências?
Na ESPAMOL, existem oito computadores de acesso aos professores e alunos com software livre (ubuntu) e foi instalado recentemente, a nível de um servidor, um sistema operativo open suse (onde foram implementados todos os projectos acima mencionados). Podemos considerar que a adaptação, por parte dos professores e alunos, a este tipo de sistemas operativos foi fácil, uma vez que as diferenças entre o software livre e o proprietário são mínimas.
A nível dos computadores usados pela Secretaria, foram também eles migrados? Esta questão vem a propósito dos programas de gestão escolar, dos quais o Ministério da Educação exige certificação, e que habitualmente não são multiplataforma...
Não. Cabe-me a mim apenas a gestão da rede de alunos, sendo da responsabilidade de uma empresa externa a gestão dos computadores usados pela Secretaria que utilizam software proprietário. Porém, saliento que seria viável a utilização de software livre nestes computadores desde que os programas de gestão escolar fossem multiplataforma, o que não se verifica actualmente.
Um pequeno desafio... Vamos imaginar que se poderia sentar à mesa com os responsáveis do Plano Tecnológico para a Educação. Quais seriam as primeiras sugestões que lhes faria a nível de:
- melhorar o ensino das TIC em Portugal
- melhorar a gestão do parque informático escolar
Para melhorar o ensino das TIC e a gestão do parque informático escolar em Portugal (a e b) seria importante:
A utilização generalizada de software livre em todos os programas escolares, uma vez que reduzir-se-ia substancialmente os custos (já que o mesmo é gratuito e não exige tantos recursos em termos de hardware como o software proprietário), e consequentemente alargar-se-ia o parque informático das escolas, permitindo o seu acesso a uma maior número de professores e alunos. Para além disso, é importante frisar que capacitar os alunos com este software permitir-lhes-ia, fora da escolas e a nível pessoal e profissional, a possibilidade de optar entre um software gratuito, seguro e de fácil utilização e um software pago, que não está ao alcance de todos, conduzindo assim, na maior parte das vezes, a práticas ilícitas geralmente denominadas de "pirataria".
Obrigado pelo seu tempo e votos de sucesso para a ESPAMOL
Deixamos ainda ligações para mais alguma informação relativa à ESPAMOL:
Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal
Submetido por EscolasLivres a Domingo, 03/01/2009 - 00:14.Parte da produção científica nacional e dos documentos científicos que circulam dentro das universidades (como por exemplo, teses de mestrado) podem ser consultados no Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal, disponível no endereço http://www.rcaap.pt/.
O repositório não agrega os ficheiros em si, mas apenas funciona como agregador das informações principais relativas aos documentos, que estão de facto alojados em repositórios das universidades que já aderiram ao sistema.
As licenças mediante as quais os conteúdos são disponibilizados não são claras para todos os repositórios. Por exemplo, no caso do repositório aberto da Universidade do Porto os conteúdos dos repositório podem ser acedidos mediante uma licença Creative Commons que permite copiar, distribuir, exibir e executar a obra, além da possibilidade de criar obras derivadas, mediante crédito ao autor e o uso não-comercial. Já noutros repositórios, a licença é omissa.
À data, existem 18080 documentos indexados e 12 repositórios que aderiram ao sistema. A maioria dos repositórios é assente em software livre, nomeadamente no sistema DSPace. Além disso, o próprio RCAAP baseia-se no projecto livre ARC harvester and search engine
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Criada academia "Free Technology" com participação portuguesa
Submetido por EscolasLivres a Sexta, 02/20/2009 - 19:37.(Reproduzimos na íntegra comunicado de imprensa que chegou à Associação Ensino Livre)
Um consórcio formado por três universidades de diferentes países e liderado pelo Free Knowledge Institute (FKI) recebeu o apoio da Comissão Europeia, através do programa Lifelong Learning Programme, para desenvolver uma oferta de um programa internacional de educação à distância em Software Livre / Aberto (SL/A). Seguindo o movimento de Recursos Educacionais Abertos, todos os materiais estarão disponíveis livremente.
A utilização de Software Livre / Aberto (também designado como Open Source e Free Software) está a expandir-se rapidamente na Administração Pública e organizações privadas. Contudo, ainda existe um número limitado de profissionais IT, professores e decisores com competências e conhecimentos neste campo. Para superar esta falha, o Free Knowledge Institute e três universidades europeias fundaram a Free Technology Academy.
Governos espalhados por todo o mundo têm estimulado a utilização de Software Livre / Aberto (como o sistema operativo GNU / Linux e o browser Firefox) com o intuito dos utilizadores tornarem-se menos dependentes de um único fornecedor de software. Em comparação com o software proprietário, o Software Livre / Aberto por ser usado, copiado, estudado, modificado e livremente distribuído. Assim, este tipo de software oferece a liberdade para aprender, para ensinar, para ser competitivo e para nos expressarmos. Os standards abertos e a capacidade de trocar dados e partilhar informação e conhecimento tornaram-se essenciais para sermos mais eficientes, flexíveis e transparentes no governo e nas empresas.
Na Holanda, o governo lançou o plano nacional "Netherlands in Open Connection" para promover a utilização de standards abertos e Software Livre / Aberto no sector público e semi-público. O governo Espanhol, em conjunto com diferentes governos regionais e as principais empresas TI, estabeleceram um centro de referência nacional para a utilização de tecnologias baseadas em Software Livre / Aberto. Muitos outros países europeus lançaram as suas próprias iniciativas nesta área. Com o objectivo de formar profissionais da indústria das Tecnologias de Informação, estudantes, professores e decisores em SL/A, um programa de formação à distância será definido com módulos específicos de aprendizagem. Por outro lado, nos países em desenvolvimento e em transição, existe também uma evidente falta de conhecimentos nesta área. Através do programa de ensino à distância da Academia "Free Technology", a opção de aquisição de competências para pessoas espalhadas pelo mundo é possível.
A Academia "Free Technology", iniciada pelo Free Knowledge Institute e suportada financeiramente pelo programa Life Long Learning da Comissão Europeia, é uma colaboração entre a FKI e as seguintes universidades:
- - Open Universiteit Nederland - The Nederlands
- - Universitat Oberta de Catalunya - Catalonia / Spain
- - Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), Portugal
A Academia "Free Tecnnology" consiste num sofisticado campus virtual com cursos que pode ser inteiramente seguidos on-line. Os materiais de ensino são recursos abertos que podem ser estudados livremente, apesar de ser possível os interessados inscreverem-mse na FTA para serem guiados por um professores e tutores das universidades participantes. Um programa de mestrado adicional pode ser concluído numa das três universidades envolvidas.
Apesar da produção e utilização de Recursos Educacionais Abertos ("Open Educational Resources") estar a expandir-se rapidamente, poucas utilizações reais existem. O programa educacional da Academia Free Technology é um interessante caso de estudo de criação colaborativa de materiais e exploração comercial desses materiais abertos. Os parceiros do consórcio FTA têm como objectivo acelerar a adopção de Software Livre / Aberto trabalhando estrategicamente em projectos como a academia FTA, o projecto Self, entre outros. Essa colaboração estende-se a outras entidades para estabelecer um sólido ecosistema propício à produção de materiais de educação livres / abertos. Com estes projectos, os parceiros do consórcio FTA estão entre os pioneiras da sociedade do conhecimento.
Para mais informações visitem a página do FKI. e o resumo do projecto.
Software, Física... e o caso do supercomputador português Milipeia.
Submetido por EscolasLivres a Segunda, 02/09/2009 - 11:50.A Associação Ensino Livre entrevistou dois físicos proeminentes (Univ. Coimbra), aos quais agradece desde já a disponibilidade, no sentido de tentar perceber até que ponto o software livre está ou não disseminado nas suas áreas de trabalho. Uma vez que ambos fazem parte da equipa do supercomputador português Milipeia, estávamos também interessados em conhecer um pouco melhor o tipo de software que corre no mesmo. Segue-se a entrevista, que pode ser debatida no nosso fórum.
Boa tarde Doutor Pedro Alberto e Doutor Manuel Fiolhais, o nosso muito obrigado por terem encontrado um tempinho na vossa apertada agenda para uma conversa breve sobre Física, software e o supercomputador Milipeia... Segundo sei, dedicam grande parte do vosso tempo ao estudo da Física de Partículas, um dos assuntos mais complexos na Física Moderna. Gostariam de enumerar dois ou três casos em que a computação tenha contribuído de forma determinante para o avanço da Física?
A questão que se põe é mais geral: há bastantes áreas na Física em que simplesmente não pode haver investigação sem computadores. A simulação e análise de resultados têm de ser feitas com computadores, e sem elas não é possível fazer certa Física e, daí claro, possibilitar os avanços decorrentes. Um exemplo é exactamente a Física de Partículas, em que a análise e simulação prévia de eventos é crucial no processo de descoberta de novas partículas nos grandes aceleradores. Foi assim com a descoberta de partículas como o Z, W, J/Psi e será assim seguramente com as eventuais descobertas no novo LHC. Outra áreas que "não vivem" sem a computação em larga escala são a Cromodinâmica Quântica em rede (cujos resultados servem muitas vezes de guia para modelos que envolvem a interacção forte, a que liga os nucleões no núcleo) e a Física das nanopartículas, em que acoplado aos resultados experimentais se têm de fazer simulações muito complexas para determinar a origem dos fenómenos observados.
Várias perguntas numa só... Que papel têm tido os Físicos Teóricos a nível dos avanços na computação científica, no desenvolvimento de algoritmos inovadores, computação distribuída, supercomputadores, comparativamente com outras áreas científicas ou das tecnologias da informação?
Os Físicos não são cientistas computacionais, mas, muitas vezes, devido à investigação particular a que estão ligados, têm de usar supercomputadores e por vezes de saber bastante sobre eles. Para resolver os seus problemas científicos, também por vezes eles têm de criar algoritmos, ou adaptar algoritmos existentes. Um dos exemplos que me vem à cabeça é o desenvolvimento de métodos de Monte-Carlo, baseados na geração de números aleatórios. Houve casos até em que foram mesmo criadas CPUs e arquitecturas específicas de computadores para resolver problemas da Cromodinâmica Quântica em rede. No entanto, a maioria dos físicos é simplesmente um utilizador destes recursos. De qualquer forma, não é por acaso que se encontram muitos físicos (ou ex-físicos) a liderar centros de supercomputação pelo mundo fora.
O que tem sido feito, em Coimbra em particular, para divulgar a Física através da utilização de novas tecnologias junto do público em geral? Consideram que o lançamento de software livre é essencial para o sucesso dessas inicativas? Se me permitem, dou como exemplo um caso concreto, em jeito de pergunta tendenciosa e de crítica amigável... Há muitos anos atrás existia uma suite de software de divulgação de física, julgo que publicada pelo vosso departamento (leis de Kepler, etc.), que, se não estou em erro, não era livre. Se tivesse sido libertado o código-fonte na altura, será que hoje os programas hoje estariam "vivos" e em expansão?
Continua a haver em Coimbra, em particular no Centro de Física Computacional, um esforço de divulgação da Fisica através das novas tecnologias (ver, por exemplo , o portal MOCHO ). Ultimamente, tem-se procurado usar outras ferramentas para o desenvolvimento de aplicações, em particular o Flash, que embora não sendo software livre, corre nas plataformas Linux/Unix. É verdade que se se tivesse divulgado o código fonte, talvez os programas de que fala tivessem sido mais desenvolvidos. Por acaso estive envolvido num deles, feito na altura em Visual Basic. Há também sempre as questões autorais, e realmente não conhecemos nenhum caso, pelo menos dos programas mais conhecidos, em que programas de simulação de Física para divulgação tivessem o seu código fonte publicado, quer cá em Portugal quer no estrangeiro.
Em relação ao Milipeia... o supercomputador da Universidade de Coimbra, acessível a investigadores nacionais de diversas áreas. O software que sustenta o Milipeia é todo ele software livre? Por exemplo, o sistema operativo é CentOS... alguma vez consideraram a possibilidade de uma solução proprietária?
Não. Mesmo o sistema de gestão de recursos, que era da Sun Microsystems, foi substituído por uma versão livre do software PBS*, que nos era mais familiar.
Na Física Computacional, predominam soluções livres ou proprietárias, de forma geral? Isto é, a nível de alunos, da investigação, dos centros de computação, etc.?
Existem ambas as soluções, embora a nível de sistemas grandes de computação basicamente só existam soluções livres, pelo menos para o sistema operativo. Às vezes, para gestão do sistema ou mesmo no caso de software aplicacional, usa-se software proprietário.
O conteúdo científico produzido em Física é sobretudo, aberto, de consulta livre, ou sobretudo fechado?
Na parte que tem a ver com as publicações em revistas internacionais, o acesso é, em geral, condicionado à assinatura dessas revistas, embora já haja revistas inteiramente on-line sem pagamento. Há, no entanto, repositórios de pré-publicações que são de acesso livre.
Como já é habitual nas nossas entrevistas, e apesar de ser uma pergunta para uma discussão muito ampla e demorada, gostaríamos de saber que sugestões teriam no topo da vossa lista em termos de política tecnológica em Portugal?
Vamos referir-nos só ao caso da supercomputação. Pensamos que deveria haver a promoção de investigação interdisciplinar em pelo menos Física, Matemática, engenharias e Ciências da Computação, com colaboração dos grandes fabricantes de tecnologia, para o desenvolvimento desta área em Portugal. A supercomputação é por vezes chamada a "fórmula 1 da computação", porque é aí que se desenvolvem em primeiro lugar certas tecnologias de TI (como processadores, arquitectura de sistemas, software de sistema, redes) que poderão mais tarde aplicadas na computação de todos os dias. Uma maior atenção tem também de ser dada à formação de novos especialistas nesta área essencialmente interdisciplinar. Na Universidade de Coimbra está-se a planear novos curso pós-graduados em que esta componente (referida mais geralmente como computação avançada) é incluída.
Honradíssimos pela aceitação do nosso convite e pelo tempo disponibilizado, votos de muitos Teraflops pela frente.
* ver nota da wikipédia sobre a licença do PBS









